segunda-feira, 30 de março de 2009

A imperfeição humana


Me perdi na busca por um ideal, na utopia que seria uma sociedade evoluída. Como atingir tal marca se é inerente ao ser humano toda esta podridão, toda esta insignificância?
O ser humano vive em busca de sua espiritualidade em função de atingir um certo grau de perfeição, ou até mesmo para se aliviar de sua própria imperfeição. Não acredito que tal objetivo será atingido enquanto a mesquinharia humana prevalecer.
Uma das palavras-chave para este problema é a hipocrisia, termo que é predominante na sociedade em que vivemos. O que mais se encontra são "falsos santos", pessoas que dizem amar ao próximo e no fundo contribuem para a miséria alheia. As pessoas na verdade gostam é de viver de aparências, constantemente enganando a si mesmo e às pessoas que as rodeiam, tudo isto em nome de uma falsa moral que corrompe e devasta, ao invés de organizar e complementar.
Na verdade, a maioria dos seres humanos jamais irá se despertar de sua ignorância, mesmo quando ajudados pelos mais evoluídos. Parece que estes não querem despertar, seguem em uníssono a melodia da miséria humana. Isso perturba profundamente os que enxergam algo a mais, que desprezam a incapacidade alheia. Ao mesmo tempo, nada podem fazer, a não ser dar murros em ponta de faca na talvez inútil esperança de despertar os demais.
Acredito que a perfeição jamais será atingida pelo ser humano enquanto matéria, mas que esta busca deve sr incessável, sendo a espiritualidade seu princiupal instrumento. Mas para que isto ocorra é necessário que paremos de nos enganar, que busquemos antes de tudo nossa identidade como indivíduos sem esquecer no entanto que pertencemos a algo maior, que devemos ser um grupo unido e forte. Só assim conseguiremos entender um por cento do que significa a vida.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Conscientizar é preciso!!!

Conscientizar é preciso!

É sempre polêmica a relação entre Universidades e estudantes ao longo de nossa história, da mesma maneira que é sempre polêmica a maneira como a grande mídia retrata essa relação. As Universidades públicas são instituições governamentais que por princípio deveriam ter como objetivo uma ampla oportunidade de acesso a um ensino superior de qualidade aos estudantes, de maneira que estes venham a ter uma formação excelente para seu ingresso no competitivo mercado de trabalho.

O grande problema é que há muito mais por trás de uma Universidade do que seus princípios, havendo uma enorme troca de interesses e jogos políticos, tanto por parte de reitores, coordenadores, professores, como pelos próprios estudantes. Há também enormes interesses eleitoreiros de políticos, e medidas populistas que atualmente rondam como nunca esse universo que é o ensino superior público.

O governo, preocupado mais com as estatísticas do que com o nível de ensino de uma faculdade pública, decreta projetos como o PROUNI e o REUNI, ambos ataques diretos a soberania do ensino público, provocando assim a depredação consecutiva deste. O PROUNI se trata de um projeto que viabiliza “bolsas” em Universidades particulares para alunos de colégio público, o que soa muito bonito, até nós pararmos para pensar e perceber que esta “bolsa”, é paga por alguém, e este alguém é o governo, uma vez que este dinheiro poderia estar sendo aplicado na ampliação das universidades públicas, assim como ampliação das vagas fornecidas pelas instituições.

Em relação ao REUNI, tema atual de discussão que uniu alunos e professores (coisa rara!) contra este projeto do governo, pode-se afirmar que se trata de mais uma medida de cunho populista, já que se preocupa em facilitar a aprovação de quem já está dentro da faculdade,assim como a medida de aprovação automática nas escolas públicas, que só piora o ensino e a formação do estudante. No REUNI também é prevista a duplicação do número de vagas nas universidades, mas sem ampliar, seu espaço físico e sem contratar mais professores, podendo haver uma sala com mais de cem alunos, o que piora muito o rendimento de qualquer turma. E esta “Reforma Universitária” é tão reformista, que nem sequer propõe a questão das mordias estudantis, coisa tão necessária em uma faculdade, principalmente como a nossa UFF, que tem alunos de todos os cantos no Brasil.

Entre os estudantes há aqueles que lutam pela causa estudantil (lógico que também há muitos interesses político-partidários nesse meio), de modo a fazer protestos como também invadir reitorias, mas esse é um caso extremo. Lógico que não deve haver o vandalismo que ocorre em certos casos nessas ocupações (acreditem, é raríssimo), mas o ponto principal é que as grandes corporações de mídia em sua maioria, por interesses políticos e econômicos, “maquiam” os fatos, pondo os estudantes como vilões e vândalos, sem nem mencionar o motivo de tal ocupação ou quando mencionado, o motivo também é “maquiado”, assim como era feito nos tempos da Ditadura.

Infelizmente, hoje em dia, para se ter noção do que ocorre em uma universidade pública, é preciso estar dentro dela e conviver com seu sucateamento que pode ser visto a olho nu. Há uma outra boa opção que é a mídia alternativa, jornais de “pequeno/médio porte”, em nível de patrimônio, mas enormemente maiores que os outros em nível de parcialidade e nível de informações. Mas isso é uma outra história...!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Oriente Médio em Chamas!!!




Oriente Médio em chamas.

Já é conhecida por todos a disputa que foi travada ao longo dos séculos no chamado Oriente Médio. Povos e mais povos brigam influenciados pelos mais diversos fatores, principalmente pelos fatores religiosos. Também não é para menos: lá se localiza Jerusalém, a chamada “Terra Santa”, uma cidade de suma importância para no mínimo três religiões (o catolicismo, o judaísmo e o islamismo), que sempre travaram disputas entre si para obter o seu controle.
Hoje em dia a situação é diferente, os conflitos têm outros motivos envolvidos, porém a essência continua sendo a mesma. A partir de inúmeros acontecimentos, como a criação do Estado de Israel, intensificaram-se muito os conflitos na região, de maneira que esses conflitos usam uma justificativa religiosa para existir, apesar de no fundo serem puras disputas políticas e econômicas.
A cobiça pelo Oriente Médio se deve à riqueza da região em petróleo, um combustível fóssil, de suma importância para a economia mundial, tendo em vista que é principalmente a partir do petróleo que se produzem os combustíveis usados no dia-a-dia, e que o petróleo é o principal movimentador da economia dos Estados Unidos da América, a maior economia do mundo.
Os EUA, aliás, participam intensamente dos conflitos ocorridos no Oriente Médio, uma vez que têm total interesse nas riquezas da região. Dentre as várias campanhas lançadas pelos EUA em relação ao Oriente Médio, podemos destacar a mais recente: a ocupação do Iraque. O presidente dos EUA, George W. Bush, afirmou ao Conselho de Segurança da ONU que o ditador iraquiano Saddam Hussein investia na produção de armas químicas e que este devia ser detido. Mesmo sem a aprovação da ONU, Bush realizou a invasão ao Iraque, com o apoio de alguns países como a Inglaterra, a Espanha e a Itália. Nenhuma arma química foi encontrada lá, porém nada foi feito em relação ao descaso que os EUA tiveram em relação à decisão da ONU, o que provou a ausência de autoridade do órgão em relação aos EUA e a própria desmoralização da ONU como principal agente reguladora de conflitos internacionais.
Atualmente, empresas norte-americanas através de contratos bilionários atuam na chamada “reconstrução” do Iraque, e ao mesmo tempo em que isso ocorre, os EUA vão estabelecendo uma rede de influências cada vez maior pela região do Golfo Pérsico. Mas não para por aí: durante a invasão, o presidente Bush alegou existir uma coalizão, batizada por ele mesmo como “Eixo do Mal” formada pelo Iraque, pelo Irã e pela Coréia do Norte. Agora que o Iraque já está “sob controle”, os EUA já estão de olho no Irã e já deixaram isso bem claro.
Os EUA ofereceram um pacote de 60 bilhões de dólares em armamentos para alguns de seus aliados no Oriente Médio em uma tentativa de incentivar uma corrida armamentista na região, de modo que o Irã ficaria ilhado em seu próprio território. Em paralelo, se registra uma grande movimentação militar no Mediterrâneo sob comando alemão; militarizam-se as costas da Síria e do Líbano, com Israel como força aliada. Enquanto isso, nos exercícios militares do Mediterrâneo e no golfo Pérsico, o Irã é apresentado como inimigo hipotético.
Hoje, janeiro de 2009, ocorreu uma situação que reativou o destaque desses conflitos no cenário internacional. O Estado de Israel afirma ter sido atingido por um míssel palestino em uma parte de seu território (território esse que foi tomado dos palestinos por ninguém menos que Israel, diga-se de passagem) e resolveu dar uma resposta “a altura” ao mandar inúmeros batalhões de seu exército para invadir o território palestino, assim como bombardeou pesadamente cidades repletas de civis, crianças idosos e mulheres. Como se esse horror não bastasse, Israel insistiu em manter seus ataques mesmo com a desaprovação da ONU (o que nos mostra mais uma vez a incapacidade do órgão em manter sua autoridade, baseada no seu propósito inicial: manter a paz a qualquer custo), bloqueando o acesso à ajuda humanitária e bombardeando inclusive prédios da própria ONU. Depois de muita pressão internacional e da posição neutra dos EUA (que tradicionalmente estaria ao lado de Israel, mas preferiu se manter fora dessa), Israel aceitou o cessar-fogo mediado pelo Egito, suspendendo oficialmente o conflito. É claro que só foi um “cala a boca” para a imprensa internacional, pois as atrocidades continuarão e serão varridas para debaixo do tapete, como sempre foram.
Além disso, também não se podem deixar de lado os acontecimentos de cunho religioso, como as declarações um tanto ofensivas do Papa Bento XVI em relação à religião muçulmana, classificando como uma religião “carregada na ponta da espada”, o que causou uma enorme revolta dos muçulmanos, que queimaram imagens católicas e do próprio Papa. Há inclusive pensadores, que acreditam na possibilidade de uma nova “Guerra Santa” (fenômeno ocorrido com as disputas religiosas entre católicos e muçulmanos durante a Idade Média, através das Cruzadas em oposição à Jihad islâmica).
Enfim, no meio desse mar de fogo é impossível se prever o que pode acontecer, porém devemos abrir nossos olhos, porque definitivamente não estamos vivendo um momento tranqüilo e tudo que ocorre nas terras de Allah está diretamente ligado ao destino do que chamamos de planeta.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Liberdade de INexpressão

Durante a Ditadura Militar a repressão a qualquer tipo de expressão contrária aos interesses do governo era bastante violenta, de modo que eram proibidos manifestos e greves, e inclusive jornais eram fechados ou eram controlados por agentes do governo podendo até ter sua redação destruída em caso de não-cooperação, isso em casos mais brandos, pois que boa parte dos reprimidos eram torturados e assassinados por oficiais da Ditadura.

Hoje em dia, a censura ainda existe, apesar de disfarçada através de aparatos burocráticos. A imprensa é limitada a contribuir apenas com o interesse de seus patrocinadores, às vezes criando umas brechinhas aqui ou ali, mas constantemente sendo vigiada bem de perto. Notícias são censuradas aos montes, e o compromisso com a ética jornalística e com a verdade acaba se perdendo no ar. Porém há os que lutam para essa situação mudar, e esses (me incluo nessa) com certeza só dispõe de duas armas: o dom de saber usar a palavra, e o pensamento positivo cheio de esperança.

A situação hoje não é fácil, vivemos sucessivas crises políticas e já não se sabe em quem mais confiar. Mas por outro lado, não é apenas de políticos que o Brasil é formado, e independente desses, cada um de nós deve buscar seus sonhos e ideais, sem deixar de lado um ideal comum: o crescimento do Brasil.

Poderíamos então nos perguntar que diferença há entre a Ditadura e o período atual, e certamente encontraríamos muitas, mas cabe citar uma essencial: apesar de toda a opressão da Ditadura, as pessoas lutavam para mudar e melhorar a situação do país e assim virar o jogo. Hoje, a maioria está acomodada em sua insatisfação, e na verdade, ninguém sabe o que realmente quer, e esse é o grande problema do país: a vontade de crescer, mas ao mesmo tempo com um comodismo geral da nação. O povo relaxa, enquanto uma elite podre vende o país a preço de banana.

Fica na cabeça aquela velha pergunta que nunca sai de moda, e faz sentido até os dias de hoje: Que país é esse?